A Radiocenter Curitiba, como pioneira no Paraná, trouxe um dos mais modernos aparelho de diagnóstico por imagem existente no mercado mundial. Para conhecermos um pouco do Tomógrafo Computadorizado Volumétrico Cone Beam I-Cat, vamos primeiramente esclarecer o que é uma tomografia.
Tomografia é um método de diagnóstico por imagem que se utiliza da radiação X permitindo a reprodução de imagens em diversos formatos. Diferentes planos são combinados e calculados para a formação das imagens “em fatias” dos objetos analisados, por meio de softwares específicos, sendo seu uso comum nas áreas da Medicina e Odontologia.
Os tomógrafos computadorizados convencionais são aparelhos médicos que fazem a obtenção de imagens em cortes originais axiais, reconstruindo-as em normas frontais (coronais) e sagitais (lateral). Torna-se assim possível a visualização de reconstruções multiplanares RMP e reconstruções em 3D. As imagens são manipuladas por meio de computação gráfica.

(Exemplo de reconstrução tridimensional demonstrando corte Axial).

(Exemplo de reconstrução tridimensional demonstrando corte Lateral (sagital)).

(Exemplo de reconstrução tridimensional demonstrando corte Frontal (coronal)).
Tomógrafos Computadorizados para uso Odontológico
Visando atender o mercado odontológico, foram desenvolvidos softwares específicos para manipular as imagens geradas pelos tomógrafos médicos. Estes softwares são adaptações que trazem dados mais concisos das imagens de cabeça e pescoço. Citamos abaixo alguns exemplos como:
- DentaScan (General Eletric)
- Dental CT (Siemens)
- Dental (Toshiba), e etc.
As tomadas tomográficas variam em cortes axiais de 1mm, 05 voxels e FOV 15cm.

(Exemplo de tomógrafo computadorizado médico)
Para obtenção de uma tomografia computadorizada médica, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um orifício de cerca de 70cm de diâmetro. O tempo de aquisição varia de 5 a 10 minutos para cada arco dental, o que causa certo incômodo aos pacientes, principalmente aos que sofrem de claustrofobia.


(Exemplo de reconstrução panorâmica para cortes transversais, em Tomógrafo Computadorizado).
Tomografia Computadorizada Volumétrica Cone Beam
No final da década de 90 foi criada uma nova tecnologia de formação de imagem. A Tomografia Computadorizada Volumétrica Cone Beam permitia a obtenção de imagens em volume total, utilizando feixe cônico.

(Desenho esquemático de obtenção da imagem em (a.) CT médico e (b.) Cone Beam)
Esta tecnologia foi aperfeiçoada ao longo dos anos a um custo bem mais acessível em comparação à tomografia computadorizada médica convencional.
Em 1998 começou a ser utilizada a Tomografia Computadorizada por Feixe Cônico (Cone Beam), sendo idealizada para região buco-maxilo facial.
Por ser um tomógrafo dedicado exclusivamente para a área dento-maxilo-facial foi possível observar de maneira individual, pelas variações de tons de cinza (6 a14 bites dependendo do equipamento) os tecidos dentários que compõem o órgão dental, o espaço periodontal, a lâmina dura, a câmara pulpar, a cortical óssea compacta e a medular. Ou seja, a tecnologia trouxe muito mais detalhe em contraste e densidade (detalhamento).

(Desenho esquemático dos planos obtidos em única tomada no cone beam)
Características do Tomógrafo Computadorizado Volumétrico Cone Beam:
- Sensor FOV de 6 cm a 13 cm (dependendo da necessidade da área a ser analisada), faz com que o paciente seja incidido somente na área solicitada.
- Feixe cônico 17 cm de diâmetro de 0,4 até 0,12 Voxels (menor resolução) em espessura de cortes. O que permitem reconstruções multiplanares RMP e reconstruções em 3D com renderização otimizada podendo ser segmentada em todos os planos e com extrema facilidade de visualização.
- Os cortes transversais são em tamanho real 1:1.
- A dose de radiação emitida é 1/6 menor que de uma tomografia computadorizada convencional. (Diversos estudos demonstram a baixa dose de radiação da Tomografia Computadorizada Volumétrica Cone Beam (CBTC), quando comparada a outros tomógrafos, ou ainda às telerradiografias e panorâmicas tão utilizadas em nosso meio).
(Capelozza Filho, 2005).
- Equivalente a 3 a10 vezes a radiação de uma panorâmica normal de alguns aparelhos (Plameca Promax 3D/Siemens).
- O tempo de médio de aquisição é de 30 segundos, tempo insignificante comparado com outros tomógrafos. (Ver: Tomógrafos Computadorizados para uso Odontológico).
- Tomada em única rotação (360º) da fonte emissora de RX.
- Captação da imagem com ausência de artefatos (ruídos) metálicos, o qual não é possível em tomógrafos computadorizados convencionais. Conseqüentemente permite a presença de metais (restauração, prótese, núcleo, aparelho ortodôntico) na tomada.

(Imagem de tomógrafo médico - Artefato (ruído) promovido por presença de coroa metálica na mandíbula).

(Imagem de tomógrafo Cone Beam – Presença reduzida de artefato (ruído)).
- Permite uma reconstrução em MIP – Projeção de intensidade máxima onde a imagem se assemelha ao Crânio “seco”.

(Exemplo de reconstrução em MIP, tomógrafo computadorizado Volumétrico Cone Beam).
- Excelência em acuidade visual uma vez que se consegue avaliar a qualidade óssea (status ósseo
Alguns softwares para diversos fins podem ser utilizados com os tomógrafos Cone Beam:
- Softwares de Manipulação: As imagens formatadas podem ser gravadas em pdf, jpeg, Dicom, e etc.
- Softwares de distribuição: (Xoran - .xstd) manipulação com limites ex: contraste, medidas lineares e etc.
- Software para manipulação/distribuição: reconstrução, planejamento de cefalometria tridimensional, implante: Dental Slice, Implant Viewer, Simplant, Nobel (Cirurgia guiada: Dental Slice, Nobel Guide, Neo Guide), prototipagem (Bioparts).

Exemplo de reconstrução com implantes virtuais (programa Dental Slice para planejamento de implante).
Tomógrafo Computadorizado Volumétrico Cone Beam i-CAT
Optando sempre pelo que há de mais moderno, a Radiocenter Curitiba, adquiriu no inicio de 2007 o aparelho de Tomografia Computadorizada Volumétrica Cone Beam I-CAT (Imaging Sciences).
Este aparelho, proveniente dos EUA (Pensilvânia), foi considerado por nossa equipe o melhor equipamento da categoria, tendo como diferenciais:
- O fato de o paciente permanecer sentado no momento da aquisição (Melhor relação oclusal para odontologia)
- Com 14 bites, possui melhor detalhamento em tons de cinza (contraste/detalhe) e FOV 13cm.
- Tempo de aquisições em 20/40 segundos.
Tomografo Computadorizado Vol. Cone Beam I-CAT

(Exemplo de reconstruções - Tomógrafo I-CAT)
As imagens geradas pelo aparelho são cuidadosamente editadas e analisadas por uma equipe de três radiologistas, posteriormente fornecendo um laudo explicativo do exame. O resultado é disponibilizado ao profissional solicitante em papel fotográfico de alta resolução (Templates, mais comum), CD-Rom, CD-Rom com software viewer VISIO I-CAT (Com esse software o profissional visualiza as reconstruções, faz medidas, ou seja, manipula o exame), CD-Rom com software Dental Slice (Software para Implantodontia) ou CD-Rom com os Templates. É comum também disponibilizar os exames em dois ou mais métodos diferentes, sendo a critério do profissional a escolha.

(Exemplo de Template (exame editado) em projeção de intensidade máxima – MIP)
I-CAT –Radiocenter Curitiba.

Exemplos de Template (exame editado) em cortes transversias – tamanho real 1:1 - I-CAT –Radiocenter Curitiba.
Acreditamos que a Tomografia Computadorizada Volumétrica Cone Beam (CBTC) aponta para um cenário onde a imagem radiológica tridimensional será utilizada mais ampla e rotineiramente na odontologia, alterando conceitos e paradigmas, redefinido metas e planos terapêuticos. |